| Alberto Luíz |
Alberto Luiz contou que a maior parte da sua vida foi dedicada ao PT. Inclusive, quando decidiu pela desfiliação, estava presidindo a legenda no município. E, conforme suas declarações, foi exatamente no exercício do cumprimento da presidência do PT em Assú, que Alberto Luiz terminou entrando em rota de colisão com outros líderes do partido no município. Como não teria encontrado apoio dos líderes do partido no Estado, se sentiu isolado.
Para entender a saída do líder petista da legenda é preciso relatar outra polêmica ocorrida no município há poucos dias, se reportando as eleições para governador em 2010. A orientação do PT era votar no candidato Iberê Ferreira, do PSB, mas em Assú surgiu o comentário de que a secretária Municipal de Ação Social, Maira Leiliane, petista fiel, teria votado em Rosalba Ciarlini, do DEM, principal partido adversário do PT, a pedido do prefeito Ivan Júnior, do PP.
Este debate havia se mantido internamente no partido, porém, durante outra entrevista na Rádio Princesa, Alberto Luis teria soltado uma frase deixando a entender que em 2012 Maira Leiliane não estaria mais no partido. Os líderes do PT ligado a Maira Leiliane entraram em ação. Exigiram explicação do então presidente do PT Alberto Luis, que segurou o discurso.
Disse que se o prefeito Edilson Fernandes, de Antônio Martins, havia sido expulso do PT por ter votado em Rosalba, nada mais justo do que a regra valer para todos do partido. Só que o grupo ligado ao deputado estadual Fernando Mineiro fincou o pé em apoio a Maira Leiliane. Não havia provas reais que a petista teria votado na candidata democrata. "No PT, falta separar os interesses das lideranças com o projeto político do PT", diz Alberto Luiz, explicando sua desfiliação do partido. Falta só registrar em cartório.
O professor Alberto Luis não revelou qual vai ser seu destino partidário. Foi enfático em afirmar que não vai para o PP, do prefeito Ivan Júnior. Admitiu que está conversando com o presidente estadual do PC do B, no caso Antenor Medeiros. "O meu destino é um partido de esquerda", revela. No PT, Alberto Luiz disse que tinha a obrigação de exigir o cumprimento do Estatuto do partido e assim vai ser quando assinar a ficha de filiação do seu novo partido.




10:05
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