A uma plateia de cerca de 2.000 prefeitos, a presidente Dilma Rousseff não atendeu nenhuma das principais reivindicações da CNM (Confederação Nacional de Municípios), mas conseguiu aplausos ao anunciar outras medidas para os municípios.
Uma das principais cobranças -o alongamento do prazo para o uso de verbas de Orçamentos passados em obras ainda não iniciadas- ficou de fora.
Dilma anunciou apenas a liberação de R$ 750 milhões para obras já iniciadas, que não foram privilegiadas pelo decreto assinado por ela no fim de abril. Prometeu também, sem detalhes, desburocratizar o processo de celebração e fiscalização de convênios com os municípios.
A presidente anunciou ainda que os prefeitos terão uma reunião com a presidência da Caixa nesta semana, com o objetivo de atender reclamações sobre uma suposta lentidão em vistorias, que são pré-requisito para a liberação de recursos.
Entre os afagos da presidente estava a assinatura de uma medida provisória, a ser publicada hoje no "Diário Oficial da União", que garante que o custeio de novas creches e escolas municipais, nos primeiros 18 meses de funcionamento, será responsabilidade da União.
Dilma prometeu ainda que o governo irá ajudar financeiramente na reformar unidades básicas de saúde.
Barrados
Prefeitos foram barrados ao tentar entrar no auditório de um hotel de luxo de Brasília no qual Dilma discursaria. Eles chegaram a gritar "Justiça! Justiça!".
No local, cerca de 2.000 prefeitos já se acomodavam para ouvir o discurso.
Os mais de cem barrados -de acordo com a segurança da Presidência, por lotação esgotada- reclamavam que vieram de longe e prometiam até pedir ressarcimento das despesas à confederação.
Eles chegaram a apelar, sem sucesso, para o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia).
Folha de São Paulo




07:50
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